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GPS no celular: ainda inexpressivo, mas com forte demanda na AL

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008



Estudo da consultoria TNS - “GTI Telecoms 2007/2008” - revela que os serviços de localização (GPS) são utilizados por apenas 1% dos usuários de telefonia móvel na região. Globalmente, o uso do serviço também é baixo - 5%. Mas se, agora, a adesão é incipiente, a perspectiva de consumo surpreende.

Não à toa, gigantes como a Nokia e Google apresentam forte interesse no segmento. No estudo, o GPS no celular supera aplicações como TV Móvel, MP3 e acesso à Internet na preferência do consumidor.

"Podemos garantir que no estudo, mundialmente, ficou constado que a aplicação de localização via celular é absolutamente desejada pelos consumidores. Mais de 30% dos entrevistados pagariam pelo serviço, caso eles estivessem disponíveis nos terminais móveis. No Brasil, essa tendência também ficou bastante evidenciada", explicou Renato Trindade, diretor de TI & Telecom da consultoria TNS, durante a apresentação do levantamento, nesta terça-feira, 26/02, na capital paulista.

Para ele, o claro interesse dos usuários nas aplicações - ela ganha de vários itens considerados estratégicos para as operadoras, entre eles, a TV Móvel paga - motivou a disputa, cada dia mais acirrada, entre as companhias Nokia e Google pelo mercado de localização. E acende, por sua vez, o sinal amarelo junto às operadoras, preocupadas em ter essas empresas, não como aliadas, mas como rivais na oferta de serviços ao usuário.

A fabricante de celulares, por exemplo, não está poupando recursos para comprar empresas especializadas na área. Em novembro do ano passado, por exemplo, comprou a Navteq, desenvolvedora de soluções para localização, mapas e rotas, por US$ 8,1 bi. Ao explicar a aquisição, a Nokia deixou claro que trabalharia o quanto antes para adequar a solução de localização aos pedestres nos terminais móveis.

No início deste mês, no 3GSM, maior evento da indústria móvel, realizado em Barcelona, na Espanha, a Nokia apresentou quatro novos modelos de aparelhos com o GPS embarcado. No evento foi divulgada ainda a versão 2.0 do Nokia Maps, também com os recursos da Navteq incorporados à tecnologia da fabricante finlandesa.

O Google, por sua vez, usa a Internet tradicional, para explorar o potencial da localização. Os planos para a mobilidade ainda não foram revelados pela companhia, apesar de o mercado aguardar, com ansiedade, o lançamento do terminal móvel da companhia.

No 3GSM, para se ter uma idéia, a grande frustração foi a ausência da divulgação dos planos da titã com relação ao Android, visto "em pedaços" em estandes de fabricantes ligados à iniciativa.

A forte tendência de consumo do GPS móvel é respaldada por outros estudos. Em setembro do ano passado, por exemplo, a consultoria Juniper Research previu que, até 2011, a receita para o LBS Móvel deverá chegar a US$ 8,5 bi, contra um faturamento estimaado de cerca de US$ 1 bi, em 2007.

O incremento virá da massificação da oferta dos serviços de Terceira Geração na Europa, Estados Unidos e Ásia Pacífico. Na época, o estudo não contabilizava o potencial da América Latina, onde as operações de 3G começam a ganhar corpo ao longo deste ano.

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