Escritório no bolso é com o TyTN II
quarta-feira, 5 de março de 2008
às 6:23 PM
Difícil encontrar hoje no mercado brasileiro um smartphone que bata as opções de conectividade do TyTN II, da HTC, que chega inicialmente ao país só para os clientes da operadora Claro.
Wi-Fi? Tem. Bluetooth? Normal. 3G/HSDPA? Sim. GPS? Também, com integração com o excelente Google Maps. Testamos o aparelho no INFOLAB e ele impressionou pelo conjunto de recursos. O TyTN é movido por um processador de 400 MHz e tem 256 MB de memória ROM. O sistema operacional é o Windows Mobile 6.
No design, conta pontos o teclado deslizante (e, ufa, QWERTY), bem agradável na digitação. Um detalhe bacana é que a tela de 2,8 polegadas pode se inclinar em até 40 graus. Por outro lado, o TyTN acaba ficando grandinho em comparação a vários dos concorrentes (5,9 x 11,2 x 1,9 cm) e também é pesado. São 190 gramas.
O ponto mais crítico do smartphone está na questão visualização. A resolução fica devendo em relação aos concorrentes. Isso não chega a incomodar na maior parte dos aplicativos instalados no aparelho, porém faz diferença no acesso de páginas web.
A soberania de recursos do TyTN, em seu conjunto, tem seu preço. O smartphone chega às lojas por 1.999 reais, no plano 3G 120 da Claro.
O Wi-Fi vira DJ
às 6:23 PM
A música da balada anda meio desanimada? Então coloque as faixas do seu player para tocar. É mais ou menos essa a proposta de um sistema desenvolvido na Universidade da Califórnia, o Smart Party.
A idéia é usar a tecnologia Wi-Fi para que os próprios convidados sejam os DJs da festa, com base nas faixas armazenadas em seus players, celulares, notebooks e companhia. Para isso, é preciso instalar um software no dispositivo. Por meio do Wi-Fi, as músicas vão para um computador conectado às caixas de som.
Com a discografia na mão, o próprio software pode fazer as estatísticas sobre o gênero de música mais popular entre os convidados e montar o repertório. Também dá para personalizar as listas de acordo com os diferentes ambientes da festa, controlando a movimentação dos convidados pelo Wi-Fi. A turma do heavy metal foi para a cozinha? Chance para os adeptos da MPB na sala.
O Smart Party ainda está na fase de protótipo e, por enquanto, ainda não funciona na prática com players e outros dispositivos, só mesmo com notebooks. Veja mais detalhes sobre o projeto, aqui.
Nvidia ataca nos celulares
às 6:22 PM
As funções multimídia dos smartphones e companhia estão ganhando mais um componente de peso. A Nvidia, marca sangue azul das placas de vídeo, vai entrar na disputa dos processadores para celulares. Hoje esse mercado é comandado por fabricantes como a Samsung, a Freescale (spin-off da Motorola) e a Texas Instruments.
A idéia da Nvidia é aproveitar melhor recursos como vídeos, música, 3D e a própria navegação na web nos aparelhos. A estratégia da empresa não foi partir do zero. O processador para celulares sai da compra da PortalPlayer, anunciada em novembro de 2006, por um valor de 357 milhões de dólares. Boa parte do mercado da empresa adquirida estava nos players – 90% de suas vendas eram para a Apple.
O novo processador da Nvidia é o APX 2500, que já incorpora tecnologias da badalada GeForce. A Microsoft também participou do desenvolvimento de perto, até para incrementar as funções multimídia do seu sistema Windows Mobile. A expectativa é que os primeiros celulares equipados com o processador cheguem ao mercado em 2009.
Wi-Fi de graça no smartphone
às 6:22 PM
Vem da Nova Zelândia uma idéia bacana para incentivar o uso de Wi-Fi nos celulares e smartphones. Que tal comprar o aparelho e levar o acesso de graça?
É o que a Nokia está fazendo no país. Quem leva para casa um telefone da linha NSeries, como os modelos N95 (na foto), N93i e N81, pode acessar os hotspots do provedor Kordia Metro Wi-Fi por seis meses. Eles estão disponíveis em locais como cafés, universidades e shoppings.
Com o crescimento do número de smartphones equipados com Wi-Fi, as redes sem fio podem virar uma alternativa mais econômica (e rápida) para as redes celulares. Principalmente para quem já assina um provedor sem fio para usar com o notebook.
Orkut disponível nos celulares TIM
às 12:20 PM
O Orkut entra para o rol de serviços oferecidos pela TIM, depois da versão brasileira do YouTube Mobile. O novo serviço permite escrever e receber scraps (recados) via mensagens de texto (SMS), além de solicitar perfis de outros usuários, também recebidos através de mensagem. Os recados chegam tanto na web quanto no celular instantaneamente.
Para ter acesso à novidade, é necessário realizar o cadastro na página do Orkut: http://www.orkut.com/MobileSetupSettings.aspx. Para postar scraps é simples: basta enviar uma mensagem com a palavra RECADO seguida do nome do amigo para o número 67588. O usuário paga R$ 0,31 mais tributos pelo scrap enviado ou pela solicitação de perfil e R$ 0,10 por cada alerta recebido.
Celular da Sony Ericsson é o mais verde em relatório do Greenpeace
às 12:19 PM
Um celular da Sony Ericsson, um notebook da Sony e PCs da Dell e HP são os primeiros em suas respectivas categorias de produtos no estudo “Searching for green electronics”, revelado pelo Greenpeace nesta quarta-feira (05/03), durante a CeBIT 2008.
O estudo avaliou produtos oferecidos pelo mercado entre agosto e novembro de 2007. Foram usados quatro critérios para avaliação: uso de químicas tóxicas, eficiência energética, possibilidade de reciclagem e marketing.Das empresas contatadas, 14 responderam com dados de 37 produtos. Entre outras, a Microsoft, Apple, Acer, Asus, Nintendo e Sharp não responderam ou retornaram tarde demais, o que faz com que não existem games no relatório final.
A melhor pontuação foi obtida pelo celular T650i da Sony Ericsson, com nota 5,3 de um máximo de 10. Outros dispositivos móveis alcançaram entre 3,6 e 4,4.
Na categoria de laptops, o Sony Vaio TZ11 foi líder com 5,29 pontos. Outros produtos ficaram entre 3,49 e 4,82. Entre desktops, a liderança ficou com o Dell Optiplex 755 e o HP dc5750, empatados com 4,71 pontos.
A lista publicada pelo Greenpeace pretende mostrar que algumas empresas criam produtos que prejudicam menos o meio ambiente, além de alertar sobre o perigo que o total de 20 a 50 toneladas de lixo eletrônico produzidas anualmente pode causar.
“Construímos uma Torre Eiffel de lixo a cada 70 horas”, estima uma porta-voz do Greenpeace, Zeina Al-Hajj. Destes materiais, mais de 75% não podem ser localizados, segundo o grupo.
Peter Sayer, editor do IDG News Service
Celular da LG compatível com TV digital chega em outubro
às 12:19 PM
Em outubro, a LG lançará um aparelho capaz de receber sinal de TV digital. Além disso, nos próximos meses, a empresa coreana apresentará três novos modelos 3G compatíveis com freqüência de 850MHz a 2,1GHz. Ao todo, a empresa vai lançar 30 celulares este ano, todos GSM.
"É preciso desenvolver uma estratégia de lançamento junto às operadoras e parceiros para oferecer uma oferta que faça sentido para o consumidor. A idéia é que pelo menos a montagem e a atualização de software sejam feitos no Brasil, porque importar o aparelho já montado aumenta muito o custo", diz Alexandre de Jesus, diretor para a área de celulares da LG.
O preço do modelo compatível com TV digital ainda não está definido. A operadora que vai comercializar o produto inicialmente também está em aberto.
A LG é a terceira fabricante a anunciar que trará para o Brasil celulares capazes de receber sinal de TV Digital. Nesta terça-feira, Samsung e Semp Toshiba apresentaram seus primeiros modelos com o recurso. O aparelho da Samsung é o V820L e chega às lojas em três semanas. Já o da SempToshiba é o CTV4 e será comercializado até abril. A Vivo será a primeira operadora a vender os dois aparelhos. O telefone da fabricante coreana custará entre R$ 1,2 mil e R$ 1,6 mil. O valor do telefone da SempToshiba não foi definido.
iPods podem ser responsáveis por onda de crime
às 12:17 PM

É fácil perceber por que iPods seriam alvos atraentes para criminosos: os players de música são valiosos e fáceis de revender, e pessoas absortas em suas trilhas sonoras pessoais podem ignorar aquilo que as cerca, e isso as torna vulneráveis. Mas será que a tentação de roubar iPods é forte a ponto de fazer deles os responsáveis por uma elevação no número de crimes? Pesquisadores de um instituto de estudos de questões públicas alegam que sim.
Eles argumentam que os atraentes aparelhos são talvez a principal razão para que o número de crimes violentos tenha subido nos Estados Unidos em 2005 e 2006, depois de registrar anos consecutivos de queda, de 1991 em diante - ainda que uma análise mais cuidadosa dos resultados pareça sugerir que a hipótese tem lá seus pontos fracos.
O Instituto Urbano, uma organização de pesquisa sediada em Washington, mencionou a possibilidade de uma "iOnda de crimes" em setembro do ano passado, e na última terça-feira organizou uma mesa redonda a respeito, para estudar o caso mais a fundo. Os pesquisadores não culpam a fabricante do aparelho, a Apple, ou os produtores de quaisquer outras engenhocas eletrônicas pelo problema, mas dizem que os consumidores deveriam exigir a adoção de tecnologias que inutilizem aparelhos desse tipo quando roubados.
Um ponto-chave na argumentação do instituto é que o número de assaltos - o roubo de alguma coisa com o uso ou ameaça de força - havia sofrido dramáticas reduções desde os anos 90, mas voltou a subir acentuadamente em 2005 e 2006. Estatísticas do Serviço Federal de Investigações (FBI) demonstram que o índice de assaltos subiu de 137 por 100 mil pessoas em 2004 para 141 por 100 mil pessoas em 2005, e 149 em 2006. Isso ajudou a elevar a incidência geral de crimes violentos nesses anos, ainda que o número de estupros tenha caído e o número de agressões físicas tenha se mantido estável.
Ao longo desses anos, os iPods estavam conquistando mais e mais espaço no mercado. A Apple havia vendido cerca de cinco milhões de iPods até o final de 2004; o total disparou a 42 milhões pelo final de 2005 e a 90 milhões no final de 2006.
Uma teoria em geral aceita sustenta que crimes acontecem quando três coisas confluem: um agressor motivado encontra uma vítima conveniente, e percebe chance elevada de cometer o crime sem sofrer conseqüências imediatas. E os pesquisadores do Instituto Urbano acreditam que a súbita onipresença dos iPods serviu para fortalecer esses três fatores.
Motivação: o iPod é um produto que custa centenas de dólares e que gerou muito interesse no mundo da cultura pop; isso faria com que os potenciais ladrões, especialmente os mais jovens, sentissem forte atração pelo aparelho, para uso próprio ou revenda. Vítimas convenientes: as pessoas que estão usando os lendários fones de ouvido branco se tornam bastante fáceis de distinguir, e muitas vezes a música as leva a prestar menos atenção ao ambiente que as cerca. Facilidade de cometer o crime: os iPods não dispõem de qualquer mecanismo que permita localizar seu paradeiro quando roubados, ou de um sistema de assinatura que o legítimo proprietário possa usar em caso de roubo, tornando o aparelho inutilizável.
Indícios circunstanciais sustentam boa parte dessas alegações. Funcionários do serviço de metrô em Nova York, Washington e San Francisco registraram grande elevação no número de iPods roubados de passageiros. Reportagens apontam o iPod como o item de "roubo obrigatório" mais recente para certos bandidos, ocupando um posto que no passado coube, por exemplo, aos tênis Nike Air Jordan.
Outro motivo para que a idéia tenha sido aceita por muita gente é o fato de que os assaltos cometidos por menores de idade aumentaram em proporção muito mais elevada do que os cometidos por adultos, segundo John Roman, pesquisador do Instituto Urbano. E, se problemas econômicos servem como possível explicação da elevação da criminalidade - são uma das causas mais comumente apontadas em estudos sobre os índices de crime -, Roman não acredita que esse tenha sido o caso em 2005 e 2006, porque nos dois anos o número de crimes contra o patrimônio caiu.
Mas seria plausível pressupor que iPods e aparelhos semelhantes tenham sido roubados em volume suficiente para explicar uma elevação nos índices de criminalidade? E os malfeitores teriam praticamente se limitado a elevar seus roubos do reluzente aparelho e praticamente nada mais? É quanto a isso que a teoria da iOnda do crime começa a parecer menos plausível.
Para começar, o número de homicídios também cresceu no período, ainda que ligeiramente, de 5,5 por 100 mil pessoas em 2004 a 5,6 em 2005 e 5,7 em 2006. Já que tendências criminosas muitas vezes são indistintas, o que quer que tenha causado a elevação no número de homicídios pode explicar também a alta nos assaltos.
Roman rebate afirmando que a elevação no número de crimes violentos, como os assaltos, tende a se equiparar à elevação nos índices de homicídio, já que assaltos frustrados muitas vezes terminam em assassinato; por isso, com um aumento no número de assaltos, seria de esperar que houvesse mais vítimas de homicídio. Mas sem dados sólidos indicando que muita gente tenha sido morta em tentativas de roubo de iPods, Roman reconhece que é possível que "estejamos invertendo causa e efeito".
Também é curioso que, embora os roubos de iPods em metrôs e outros lugares urbanos lotados ofereçam as melhores indicações circunstanciais, a elevação no número de crimes em 2005/6 foi mais alta em pequenas e médias cidades - lugares onde o tráfego de pedestres é menos intenso, e metrôs superlotados não existem.
Além disso, alguns dos iPods roubados podem se enquadrar na categoria furto - um roubo sem violência, como nos casos em que o aparelho é subtraído de uma bolsa sem que o proprietário perceba -, e os furtos registraram baixa em 2005/6.
Em outras palavras, talvez tenha acontecido uma iOnda de crimes, mas seria difícil ter certeza. Afinal, os assaltos também registraram elevação em 2001, e o iPod não existia ainda.
Tradução: Paulo Migliacci ME





