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Câmbio estimula mercado clandestino de iPhones

segunda-feira, 3 de março de 2008


O mercado clandestino também vem sendo estimulado pela situação dos mercados de câmbio. Com o dólar em queda, consumidores da Europa e de outros locais podem adquirir um iPhone mais em conta nos Estados Unidos do que adquiririam em seus países. Os operadores do mercado clandestino perceberam a mesma oportunidade e começaram a recrutar muita gente para adquirir iPhones com fins de revenda.

Ocasionalmente, o processo envolve simplesmente pedir a parentes e amigos que comprem o número máximo de iPhones autorizado, que a Apple estipula como cinco aparelhos por pessoa e a AT&T como três aparelhos por pessoa. Um revendedor admite que pediu a um amigo que imprimisse falsos cartões de visita que o identificavam como proprietário de uma pequena empresa, e que os usou para convencer o gerente de uma loja da Apple a lhe vender 100 aparelhos, para uso pelos "funcionários" de sua companhia. Deng Aijun, que tem uma barraca no mercado de eletrônica Zhongguancun Kemao, em Pequim, admite que "pedimos que pessoas como comissárias de bordo adquiram iPhones e os tragam para nós".

Vazamentos nas fábricas chinesas
Mas outros dos iPhones que têm chegado ao mercado clandestino podem prover de pontos mais próximos à fonte: as fábricas chinesas que montam os aparelhos. Um distribuidor diz acreditar que sua fonte, na China, consegue iPhones junto aos operários dessas fábricas. Um dos fornecedores de seu distribuidor recentemente lhe forneceu um documento interno da Apple que delineava a disposição dos componentes do iPhone original, bem como oferecia instruções de reparo. A explicação mais provável é que um funcionário da Apple ou de uma das empresas terceirizadas que produzem os aparelhos tenha roubado os documentos para venda aos operadores clandestinos.

Risco de fraude
iPhones devolvidos por usuários insatisfeitos também terminam chegando ao mercado secundário. O Cellucom Group, uma empresa sediada em Hilliard, Ohio, cuja especialidade é reformar e revender celulares, recebe entre 400 e 500 iPhones ao mês de lojas e postos de reciclagem de celulares, diz Charlie Taylor, diretor de relacionamento com operadoras na empresa. Como a maior parte das empresas de reforma, a Cellucom não revende telefones que já pareçam ter sido alterados. Ela os encaminha a atacadistas em Miami e Nova York, que consertam e desbloqueiam os iPhones assim recebidos.

Como muitos mercados clandestinos, o mercado secundário do iPhone é altamente arriscado. Para começar, muitos dos compradores de iPhones são trapaceiros, diz Shawn Zade, vendedor sênior na WirelessImports.com, que vende celulares desbloqueados. No caso de outros celulares que não o iPhone, menos de um em cada 100 compradores tenta usar cartões de crédito roubados em suas compras. Mas no caso de iPhones esse índice sobe a 20%. Para controlar as fraudes, Zade requer que os compradores permitam cópias de seus cartões de crédito e carteiras de motorista.

Tradução: Paulo Migliacci ME

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