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Aplicações móveis, uma espécie em vias de extinção?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A emancipação dos browsers móveis está a criar uma enorme janela de oportunidade para o aparecimento de uma nova geração de aplicações e serviços localizados na Internet.
A dificuldade em criar uma solução capaz de funcionar de forma igual em diversas plataformas móveis tem sido um dos grandes obstáculos ao aparecimento de aplicações e serviços transversais.

Michael Mace, um ex-funcionário da Palm e um dos gurus da Rubicon Consulting, prevê num mais recente dos ses post o declínio anunciado da industria de aplicações móveis e o fortalecimento das soluções baseadas na Web.
A Internet móvel vai mesmo, segundo as suas palavras, substituir de uma forma gradual e efectiva as aplicações móveis tradicionais e ser o novo ‘El Dorado’ para as empresas de desenvolvimento.
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Dois factores são apontados para esta ‘morte anunciada’: a proliferação de plataformas e variações de sistemas operativos e a dificuldade em promover e vender os produtos desenvolvidos.
Quanto ao primeiro poucas dúvidas restam que o esforço a despender para cobrir as principais plataformas do mercado, isto é Symbian, Windows Mobile, Blackberry e Android, é demasiado grande para ser rentável a curto prazo.
Uma solução multi-plataforma alberga demasiados compromissos, porque esta ou aquela funcionalidade não se encontra disponível na plataforma X ou Y, para se afirmar enquanto produto inovador e tecnologicamente avançado.

Já no que se refere à promoção e venda de aplicações e serviços a história não é muito diferente. O desaparecimento dos canais físicos de distribuição de software e o surgimento de mega-sites que cobram comissões na ordem dos 40% - 50% (caso da Handango ou PocketGear) reduzem a margem de lucro e forçam os produtores a cobrarem mais do que os clientes estariam dispostos a pagar.
As principais empresas envolvidas na criação de equipamentos e sistemas operativos têm centralizado a sua atenção na optimização de recursos, economia de energia e eficiência global do que a ajudar a indústria do software a obter uma boa e sólida base de trabalho.

No horizonte surge uma luz: a Web. Não porque seja melhor do ponto de vista técnico, mas porque é mais homogénea entre plataformas e tem um modelo de negócio mais sólido e estável.
A criação de um novo serviço online não está dependente de uma autorização do operador, do fabricante ou de quem criou o sistema operativo. Nem sequer são necessários certificados ou permissões para os usar !
Optando por um modelo centralizado totalmente na Web, passa-se a falar directamente com o utilizador/cliente final enquanto que do ponto de vista de operadores ou fabricantes esta solução é como se não existisse.

Há barreiras a esta abordagem, como é natural. Mas estas tendem a dissipar-se nos tempos próximos ao contrário dos modelos tradicionais que se tornarão cada vez mais fragmentados e diferentes uns dos outros.
A inexistência de planos de tarifa plana, a pobre experiência de navegação na Internet proporcionada pelos browsers móveis, a sua falta de compatibilidade com as tecnologias necessárias à chegada da Web 2.0 móvel e a existência de zonas de cobertura nula ou medíocre são os principais obstáculos … actuais.
Certamente que todos eles serão resolvidos num futuro próximo o que deixa uma grande questão: ‘Será que o iPhone se encontra ainda mais avançado no tempo do que se julgava ?’.

Fonte: Mobile Opportunity

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